Montevidéu

Por Fabiana Novello

Parque Rodó

Parque Rodó

Conheci Montevidéu com Sol e céu azul, azul, azul. Nenhum rabisco de nuvem pra contar história. Vento fresco, às vezes gelado. Cheguei num fim de semana e me encantei. Das capitais que conheço na América do Sul, Montevidéu se tornou a minha preferida.

Foi logo quando saí do aeroporto de Carrasco que percebi que a cidade estava longe de ser decadente como eu imaginava. No caminho, lindas casas sem muros ou cercas. Um bairro tranquilo, mais exclusivo. Mas essa também não é a realidade da cidade toda.

Depois de conhecer alguns de seus lugares, Montevidéu ficou para mim como uma cidade simples. As ruas são arborizadas, há parques abertos, sem cercas. Mas, o que o mais gostei foi a Rambla, a avenida que vai acompanhando o Rio da Prata e vai mudando de nome a cada trecho. São 22 km ao todo. Há praias e elas nem ficam cheias. A de Pocitos para mim é a mais interessante. O bairro é bem agradável. No fim da tarde, o movimento na Rambla aumenta. Os moradores da cidade ocupam o espaço para praticar exercícios, tomar chimarrão, passear com seus cachorros (que na maioria das vezes estão soltos) e ver o pôr do Sol. Em novembro, o Sol se põe depois das oito e meia da noite. Como não gostar de uma cidade assim?

Montevidéu tem ainda a Ciudad Vieja, parte mais antiga e histórica da capital uruguaia. Tem a área do porto onde está o Mercado del Puerto, um lugar onde há vários restaurantes com comida típica do país.

Algumas coisas, no entanto, me incomodaram. Uma delas foi a quantidade de cocô de cachorro nas calçadas. Seus moradores não têm o hábito de recolher a sujeira que seus perros vão deixando pelo caminho. Muito chato, bem desagradável. Mas o que mais me incomodou mesmo foi não me sentir segura em diversos lugares. Principalmente na área do porto. Quando eu visitava a região fui até alertada por um policial sobre roubos. Quando me viu caminhando com a câmera na mão, ele me disse para ficar atenta. Isso acabou abreviando a minha visita.

Fora isso, tudo me agradou. A comida, a bebida, o clima, os lugares, as pessoas, o Rio da Prata… Hasta luego, Montevideo!

Sobre fabiana novello

jornalista que gosta de lugares e histórias
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