Um pouco de Santiago

Por Fabiana Novello

Eu sou dessas pessoas que quando entram num quarto de hotel fazem uma checagem completa. Leio todos os folhetos de informações. Em Santiago, no Chile, não foi diferente.

Me hospedei num hotel do bairro da Providencia. Prédio baixo, perto do metrô, do comércio, de restaurantes… Uma fofura. Em um dos folhetos estavam as orientações de como agir em caso de terremoto. E por mais que eu já soubesse, só então me dei conta mesmo que em Santiago há risco de tremores de terra. Aliás, me disseram que em todas as noites há tremores, ainda que bem leves. Me ensinaram até colocar um copo com água sobre uma superfície plana e observar como o líquido se movimenta. Eu fiz isso, claro! Mas nada aconteceu. A água ficou ali no copo paradinha. Felizmente!

Santiago é também aparentemente uma cidade preparada para os tremores. Moradores da cidade me disseram que os prédios mais novos foram construídos como os japoneses e, por isso, são mais seguros. Eu acreditei e depois de fazer o teste da água, esqueci qualquer possibilidade de terremotos e aproveitei a cidade. Ou pelo menos um pouco dela. Ainda tenho a sensação de que conheci muito pouco de Santiago. Talvez porque eu já estivesse cansada da viagem. Tinha ido a Buenos Aires e a Mendoza antes.

Bom, mas Providência é um bairro muito agradável. Más exclusivo, como costumam dizer. Eu descrevo como um bairro de classe média, bem cuidado, seguro, limpo, com restaurantes e bares bacanas, e que permite fácil acesso a outros pontos. Não é o bairro boêmio de Santiago. Este é a Bellavista, onde está também a Fundação Pablo Neruda que funciona numa antiga casa do poeta.

O centro não é tão bem cuidado, mas tem suas belezas. Lá, está o Palácio de La Moneda, a sede do governo do Chile. Ali estão também prédios que abrigam os Ministérios. Me disseram que há passagens subterrâneas que eram muito usadas na época da ditadura.

Em Santiago, a comida é boa (não como a brasileira ou como a argentina); seus moradores são atenciosos, educados, falam baixo; e além de tudo, dela se vê a Cordilheira dos Andes.

PS.: Não tenho fotos de Santiago. Como disse no texto Los caracoles, a câmera era de rolo de filme e quebrou. Perdi toda as fotos.

Sobre fabiana novello

jornalista que gosta de lugares e histórias
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