Palmares, o Quilombo da resistência

Por Talis Mauricio*

Maceió, um dos principais destinos turísticos do Brasil, não é só praia. Pertinho da capital alagoana, a cerca de 70 quilômetros, repousa na pacata e montanhosa União dos Palmares um dos principais símbolos de resistência, liberdade e igualdade da história brasileira.

O Parque Memorial Quilombo dos Palmares fica na Serra da Barriga, local onde, entre os séculos 16 e 17, negros, indígenas e brancos abolicionistas se uniram e construíram uma espécie de república independente. Lá, lutaram contra o regime escravocrata, combatendo inúmeras investidas de exércitos portugueses e holandeses. Registros históricos apontam que, em seu auge, Palmares abrigou cerca de 20 mil pessoas.

É o tipo de acontecimento que a gente só ouve falar na escola, nos livros de história, documentários e filmes independentes feitos por amantes do tema. Mas asseguro: conhecer pessoalmente, pisar na terra de um lugar tão importante dentro do contexto histórico brasileiro, encravado no nosso sangue e origem, é enriquecedor tanto do ponto de vista pessoal, ou seja, de quem aprecia e dá importância à história, quanto para melhor entendimento do que foi e ainda é o comportamento padrão de boa parte da sociedade brasileira. Isto é, negligenciadora da história e da luta por direitos, principalmente, de minorias.

A entrada ao parque é gratuita e proporciona aos visitantes uma espécie de réplica do que foi o Quilombo dos Palmares, com representações dos costumes e meios de sobrevivência dos quilombolas, dos hábitos da religião, da culinária, da dança, luta, lazer etc.
O local transborda uma energia vibrante e, logo na entrada, não há como não se emocionar com homenagens feitas às principais lideranças do Quilombo, tais como Aqualtune, fundadora de Palmares, Acotirene, Ganga Zumba e o mais conhecido de todos, Zumbi dos Palmares.

A placa abaixo demonstra o espírito ao qual somos submetidos ao adentrar o memorial.

Foto de Talis Mauricio. “Este é um solo sagrado, onde foi acesa a chama da liberdade. Reverenciem-no ao pisá-lo, pois aqui repousam heróis do passado”.

Além da importância histórica, a visita ao Quilombo dos Palmares é também um mergulho na geografia do estado. Saindo da região litorânea, Alagoas se assemelha, por exemplo, a Minas Gerais, com montanhas, sobe e desce e um clima até mais ameno. E toda essa atmosfera “mata atlântica, cerrado” é absorvida durante a visita a Palmares. Por estar localizado no alto da Serra da Barriga, o Quilombo conta com uma vista panorâmica e deslumbrante da região. O visitante pode desfrutar do visual a partir de três mirantes construídos pelos quilombolas: atalaias de Acaiene, de Acaiuba e de Toculo. De um deles é possível, inclusive, avistar a Serra Dois Irmãos, local onde, em 20 de novembro de 1695, Zumbi dos Palmares foi morto por soldados portugueses. Conta a história que, dos mesmos mirantes, centenas de quilombolas, durante os combates, preferiram se jogar penhasco abaixo a se entregar e morrer em cativeiros. O clima atual em Palmares é de tanta paz e sossego que é preciso um esforço de memória para absorver a seguinte informação exposta na atalaia de Acaiuba: “Aqui, a história registra o maior número de homens, mulheres e crianças mortos e degolados em combates. Esse genocídio aconteceu na madrugada do dia 6 de fevereiro de 1694”.

Foto de Talis Mauricio. Vista da região a partir da atalaia de Acaiuba.

A lagoa encantada dos negros, área que servia de descanso, banho e purificação da alma, é outro ponto em Palmares que pode ser visitado. Ainda segundo os registros históricos, teria sido também o local onde aconteceu a última batalha entre quilombolas e portugueses, aquela que colocou fim ao mais duradouro e organizado quilombo das Américas.

Foto de Talis Mauricio. Lagoa dos negros

Mas saibam que, muitos dos detalhes que eu aqui vos conto só foram possíveis porque durante a minha visita acabei encontrando um grupo de estudantes do ensino médio acompanhados de um guia. O guia Cleiton, muito gentil, me introduziu na turma e, juntos, tivemos uma baita aula sobre a história do Quilombo de Palmares. Pois é, se você chegar ao parque à procura de um profissional do meio ou de um balcão de informações turísticas, dará de cara com apenas um segurança, que é o responsável por cuidar de uma área gigantesca e ainda lhe pedir uma assinatura no livro de visitas, e uma única vendedora de artesanatos local.

É por isso que, no começo do texto, apontei que Palmares ajuda a entender o comportamento padrão de boa parte da sociedade brasileira. Muitos de nós não visitamos, não sabemos sobre o passado e não cobramos melhorias e infraestrutura para parques como o memorial de Palmares e outros semelhantes Brasil afora. Logo, não existem políticas públicas de incentivo e preservação desses espaços. Nesse contexto, a história é negligenciada e, como areia, evapora num mar de interesses e ideologias. Talvez tal comportamento explique a sociedade racista e homofóbica que ainda temos. Zumbi dos Palmares foi morto no final do século 17, mas o Dia da Consciência Negra só foi instituído oficialmente em novembro de 2011, 4 séculos depois, através da lei 12.529. Ainda assim, nem todas as cidades consideram a data feriado. O próprio povo alagoano, pelo menos o que vive do turismo, ignora o tesouro histórico que possui. A visita ao parque sequer é vendida na recepção de hotéis, pousadas e pelas agências de turismo na badalada orla de Maceió – Jatiúca, Ponta Verde e Pajuçara. A única referência está no nome do aeroporto da cidade, elegantemente chamado “Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares”.

Se você for a Maceió à procura de praia, sombra e água fresca, está no lugar certo! As praias alagoanas são espetaculares, principalmente as do litoral norte. Agora, se além de praia você também gosta de história, não perca a oportunidade. O Parque Memorial Quilombo dos Palmares abre todos os dias, das 8h às 17h. O acesso ao local, que fica no alto da Serra da Barriga, está todo asfaltado. Então, com um carro 1.0 é possível chegar sem problemas. Reserve 1 dia da sua viagem e caia na estrada. A visita é gratificante e vale cada segundo.

*Talis Mauricio é jornalista e já escreveu para esse blog. Leia também o texto sobre o Vale do Pati clicando aqui.

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São Paulo do alto

Por Fabiana Novello

São Paulo vista do Mirante do Sesc Paulista

Senti falta de ar e um baque com o vento. Apoiei no corrimão e parei por alguns segundos. Pensei  “é só 17° andar e já estive em lugares bem mais altos”. Respirei, olhei devagar a minha volta para saber por onde ia andar e segui, com o medo mais ou menos controlado. Era um lindo domingo de Sol em São Paulo. Um dia quente apesar de ser inverno e eu estava no Mirante do Sesc Paulista.

Ali do alto vi a Paulista inteira. Num rompante de coragem encostei em uma mureta e vi mais um pouco da minha cidade. E por que não subir até o 18° andar? Subir os poucos degraus até o andar de cima talvez tenha sido o momento mais crítico. Escadas assim, em lugares abertos e altos me deixam tensa. Quem não tem medo de altura pode achar frescura ou exagero, mas quem teme até uma inofensiva escada rolante e elevadores panorâmicos sabe como é difícil. Mas valeu a pena. Relaxei, senti o Sol e apreciei o que dali São Paulo nos oferece.

Lembrei dos lugares em que já tinha visto São Paulo do alto, como o Terraço Itália e o Pico do Jaraguá. O Pico, aliás, é o ponto mais alto da cidade. Para que nunca foi, o acesso pode ser feito de carro pela Estrada Turística ou a pé pela Trilha do Pai Zé. Depois de chegar ao Mirante você pode encarar mais 246 degraus e chegar o topo. É de tirar o fôlego! Dali você vê as paisagens mais incríveis da cidade. Acredito até que quem acha São Paulo feia é capaz de reconhecer sua beleza a olhando dali.

Superar o medo e olhar São Paulo do alto é uma delícia. Como eu gosto! Nesses momentos sinto como se não fizesse parte dela. A altura me coloca como uma observadora apenas das cenas lá de baixo. E é incrível ver seu movimento e suas formas. É incrível tentar ver entre os prédios ou além deles procurando o seu horizonte. É incrível ver sua imensidão e procurar seus limites. É incrível perceber que por maior que ela seja ela é apenas mais um grãozinho nesse mundo. Um grãozinho especial demais.

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A Pompeia

Por Fabiana Novello

Casas que ainda existem na Pompeia. A foto foi feita por minha irmã Paula Novello

A Pompeia é o bairro da casa da minha infância, do tempo que eu andava descalça na rua, brincava de pega-pega, esconde-esconde, amarelinha, queimada. A Pompeia é sentar no muro de casa, é brincar de boneca e bexiga de água, é tocar a campainha do vizinho e sair correndo. É o pé-de-moleque, a paçoquinha e o doce de leite do “seu Abílio” e do “seu Guimarães”.

A Pompeia é a avenida que tem seu nome e que dá um frio na barriga porque parece um tobogã. É a Igreja Nossa Senhora do Rosário e o “Sagrado”, o colégio em que estudei desde pequena. É o bairro das subidas, não tão íngremes como as de Perdizes, mas que também exigem fôlego. Aliás, Pompeia é Perdizes se confundem, né?

Na Pompeia, a gente fala os nomes de algumas ruas de uma forma diferente: “Caraíbas” é “Caraibas”, e “Cayowaá” é “Caióvas”, no dialeto dos moradores antigos. É o bairro onde os “operários das antigas indústrias Matarazzo foram morar”, como conta meu pai. É o bairro onde tanta casa já foi derrubada, mas algumas ainda resistem. É o retrato da especulação imobiliária que, infelizmente, a deixou mais impessoal. Que pena!

A Pompeia é o Palmeiras, é o verde espalhado nos dias de jogos, é o grito da torcida ouvido de longe. Eu sei que torcedores de outros times também moram na área e talvez, hoje em dia, sejam até a maioria. Mas não importa. A Pompeia é a casa do Palestra e quando tem jogo, ela fica mais bonita, mais vibrante.

A Pompeia já foi o bairro das locadoras (tinha uma em cada esquina, praticamente), das lojas de sapato, das pizzarias Delivery. A Sears também era ali na região, assim como o shopping Matarazzo e o Superbom. Hoje, estão lá o Sesc Pompeia, o shopping Bourbon, os bares, restaurantes e a feirinha de artes, que ocorre no mês de maio.

A Pompeia é a comida da minha mãe, é o som dos passarinhos e uma ou outra rua de paralelepípedo. É o lugar das minhas melhores lembranças. É a minha casa. Pra sempre.

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O pinheiro

Por Fabiana Novello

Na casa da minha infância tinha um pinheiro enorme, já até comentei sobre ele em outro post. E eu amava esse pinheiro. Para entrar na minha casa, tinha que descer uma escada e ao lado dela estava o jardim. O jardim ia acompanhando a escada e, por isso, ele era inclinado. Conseguem imaginar? Se eu desenhasse bem, ficaria mais fácil explicar. Mas não o caso, então tentem imaginar.

Era um pequeno jardim, mas para mim era enorme, afinal, quando a gente é criança, tudo parece grande. E no jardim estava o pinheiro, alto, muito alto; acho até que o topo dele atingia a casa de cima. Não sei de qual espécie era, mas era daqueles que possuem os galhos mais abertos. Eu adorava olhar o pinheiro. Nunca o escalei, até porque isso nunca me passou pela cabeça. E se tivesse passado, não teria coragem porque tenho medo de altura desde sempre.

Por vezes, pensamos em decorá-lo no Natal com luzinhas. Mas nunca fizemos isso e eu nem sei por quê. Talvez por causa do tamanho dele, não sei. Mas nem por isso, no meu imaginário de criança, ele deixava de ser o nosso pinheiro de Natal, mesmo tendo dentro de casa uma árvore montada.

Um dia o pinheiro se foi e restou apenas um pedaço do tronco. Escrevendo esse texto, puxei nas minhas lembranças o motivo, mas não o encontrei. Recorri a minha irmã gêmea, que tem a melhor memória do mundo, mas ela também não se lembrava. Minhas outras duas irmãs também não sabiam. A minha mãe se empolgou com a minha apuração e me ligou pra contar a história do pinheiro. “Esse pinheirinho foi plantado pelas bandeirantes, a tia Tuca, lembra dela? Era uma mudinha. E durante uns 10 anos, elas foram até em casa para cantar músicas de Natal na frente dele”, disse. Que pena que eu ainda não era nascida nessa época.

E por que o Pinheiro foi cortado? A resposta veio do meu pai. “A raiz estava quebrando o chão”, disse. E aí, não teve outro jeito. Saudade, pinheiro. Saudade, infância. Saudades.

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A delicadeza japonesa em São Paulo

Por Fabiana Novello

Japan House

Nem preciso dizer que a identificação entre São Paulo e a cultura japonesa é enorme. Todo mundo sabe disso. O bairro da Liberdade e os restaurantes japoneses são paixões paulistanas. E desde maio deste ano, a capital paulista tem a Japan House, um centro cultural encantador.

Logo quando abriu, eram filas e mais filas nos finais de semana que me fizeram adiar minha visita ao espaço. Mas agora que conheço, já é um dos meus lugares preferidos em São Paulo. É um pedacinho de delicadeza na avenida Paulista.

Na primeira vez que fui só pude admirar a beleza do prédio porque estavam trocando a exposição. E de cara se percebe a modernidade do lugar. Desta segunda vez, vi as mostras “Kengo Kuma – eterno efêmero” e “Subtle – sutilezas em papel”.

Kengo Kuma é o arquiteto responsável pelo prédio da Japan House em São Paulo e é homenageado nessa exposição que fica no térreo. É dele também o projeto do novo Estádio Nacional de Tóquio para os jogos Olímpicos de 2020. A maquete está exposta na mostra e é a única obra que não pode ser fotografada. Uma moça fica ao lado da maquete avisando, de forma muito gentil, que não são permitidas fotos do estádio.

No último andar, está a exposição sobre papel, com trabalhos minimalistas que impressionam demais. É incrível! As duas exposições ficam em cartaz até o dia 10 de setembro.

A Japan House ainda tem um restaurante no segundo andar, um café no térreo e duas lojas com objetos japoneses. No café doces que encantam os olhos. Eu experimentei o Choux Cream, que é uma espécie de carolina recheada com um creme maravilhoso. É um dos melhores doces que já comi, sem exagero.

A Japan House só fecha às segundas-feiras. Acho que o domingo é o dia mais cheio porque quem está na avenida Paulista (fechada para carros nesse dia) aproveita para visitar o espaço. O acesso é fácil e o melhor de tudo é que a entrada é gratuita. É imperdível!

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O frio no frio

Por Fabiana Novello

Campos do Jordão

4 graus foi a temperatura mais baixa que peguei em Campos de Jordão, neste fim de junho de 2017. Não sou do tipo de pessoa que gosta de lugares gelados no inverno, que procura por eles. Eu prefiro fugir do frio no frio. Mas dessa vez valeu a pena sentir o vento gelado que faz os olhos lacrimejarem sem parar.

Fazia tanto tempo que eu não ia a Campos que nem sei dizer quanto. Acho que a última vez que estive na cidade foi num bate e volta a trabalho, para cobrir autoridades na abertura de uma das edições do Festival de Inverno. E, pra falar a verdade, a única coisa que me lembro dessa viagem é da neblina na estrada. Eu não gosto de viajar de carro à noite nem de madrugada, ainda mais com neblina. A sorte é que quem dirigia era o motorista da rádio CBN, onde eu trabalhava na época. Eu não encararia a direção numa situação assim.

Agora, nesse meu retorno, não teve neblina nem motorista. Eu mesma enfrentei as curvas da estrada que dá acesso a Campos do Jordão. E provavelmente eu era a única motorista da estrada que dirigia na velocidade permitida. Os outros todos (ou quase todos) estavam bem mais rápidos, abusando das ultrapassagens perigosas. Quer dizer, perigosas pra mim, né? Para eles, não. Certamente a errada era eu: uma tartaruga no meio do caminho deles.

Mas enfim, eu voltei a Campos do Jordão agora por um motivo muito especial: o casamento de uma amiga querida que o jornalismo me deu. Um casamento lindo, numa paisagem incrível e cheio de alegria. E isso já tornou a viagem maravilhosa.

Campos é uma graça, mas todos sabem que o inverno é a época que a cidade fica mais cheia. O trânsito é muito carregado, os lugares são lotados, com fila pra beber e pra comer. A cidade fica pequena demais pra tanto turista. Por isso, é preciso paciência. Eu optei por andar a pé, apesar do frio. De manhã e à tarde, o sol deixa a caminhada agradável.

Os preços também são altos. É preciso pesquisar bem a hospedagem pra conseguir um valor bom em pousadas e hotéis. E sempre tem a possibilidade de alugar uma casa pra quem vai em turma grande. O chocolate, uma das atrações das guloseimas locais, é bom, mas não vale o preço: 100g por R$ 17,90 me parece um exagero.

E enquanto muitos preferem os bares, restaurantes e lojas de Capivari, eu prefiro as árvores e o céu azul. Aliás, as paisagens de Campos do Jordão são lindas, são a maior atração da cidade.

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Quanto tempo

Por Fabiana Novello

Cruzeiro

Cruzeiro

Faz quase um ano que eu não escrevo aqui. Um ano! Me dei conta disso hoje, quando entrei no blog para copiar o link do post sobre o Cânion do Xingó e mandar para uma amiga. E fiquei pensando sobre o que me levou a uma pausa tão grande, afinal escrever é uma das coisas que mais gosto de fazer.

Eu podia ter escrito sobre São Paulo, sobre os lugares da minha cidade por onde passei em 2016, sobre o parque Trianon, as ocupações irregulares do Morro Doce, a Augusta, a Pompeia, o centro, as bandas da Paulista… sobre como São Paulo será sempre a minha cidade.

Eu podia ter escrito sobre Cruzeiro, no interior paulista. Sobre dirigir durante quatro horas para ir ao casamento de uma amiga, sobre a estrada, as paisagens, a Igreja… Eu podia ter escrito sobre Aracaju, sobre a comida e as praias, sobre como a pequena cidade me conquistou.

Eu podia ter escrito de novo sobre Havana, Cartagena, Montevidéu, Madri ou Lisboa. Podia, mas não escrevi. Talvez por preguiça, por falta de inspiração ou pior: por não ter observado direito alguns lugares ou não ter prestado atenção em algumas histórias.

Enfim, voltei.

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